quarta-feira, setembro 16, 2015

Chã Vinho do Fogo

Antes de Tudo
Num dia que pouco contou para a história e que, como sempre, observaram-se silêncios, assistiram-se à assinatura de acordos de conveniência, aos prós e aos contras, resta-me a satisfação de saber que cada vez menos sei sobre tanta coisa. Malditas indefinições. As minhas. 

O Tudo
Feito o desvio habitual, partilho uma curiosidade, algo que não fará, certamente, as delicias dos doutores da ciência. Nem encartados, por encartar ou a encartar. E porque está na moda, atrevo-me a dizer que uma imagem, neste caso duas, irá valer por mil palavras. Neste caso, as minhas. 


Vinho de Cabo Verde, com rótulo minimalista, em que o ano da colheita (2013) é registado no contra-rótulo à mão. Pormenor que fez largar um sorriso. Havia ali qualquer coisa de profundamente artesanal, iniciático, genuíno. Diz que é feito com Moscatel Branco.
Segundo consta, e por causa do vulcão que se reactivou, talvez não haja, para já, mais colheitas, deste ou de outros vinhos. Lembro de ter visto qualquer coisa sobre o assunto, na altura, na televisão. Na verdade, o nome reporta-nos para uma terra inóspita, dominada pelas agruras da natureza, em que o tal vulcão parece mandar nas cercanias. 


Experiência interessante, que ao coberto de meia dúzia de sugestões, parece ser possível, acho eu, encontrar alguns aromas identificativos da terra, do local onde, eventualmente, foi feito. O corpo não aguenta com grau alcoólico que apresenta: 14%. Contudo, é um vinho singular e esforçado que, acredito, seria melhor compreendido, se fosse bebido in situ. Aí, presumo, iríamos entendê-lo melhor. Ainda assim, foi bebido até à última gota.

2 comentários:

Anónimo disse...

"Num dia que pouco contou para a história ... resta-me a satisfação de saber que cada vez menos sei sobre tanta coisa."

Isso é terrível!

Viva cada dia como se fosse último. Aproveite cada minuto para fazer aquilo que gosta. Crie algo, escreva um livro,... e leia, leia muito. Verá que assim saberá mais do que sabia antes de o ler.

Paulo Coelho Vaz disse...

Bebi-o in situ, de outra colheita e com menos álcool a acompanhar uma barriga de atum com batata doce. A salinidade que transportava combinava tão bem. Trouxe uma agrrafa para Portugal e já não foi a mesma coisa.
Será o terroir levado ao extremo?