terça-feira, fevereiro 23, 2016

Casa de Mouraz: O Encruzado

No reino dos anónimos, mundo a que pertencemos, o que importa é aquilo que gostamos, que preferimos ou não. É pouco relevante se é consensual, se é ou não o que a maioria ou a moda dita. A condição de anónimo permite-nos que dizer que é deste que gostamos, porque simplesmente gostamos, porque temos uma qualquer inclinação, mesmo que não se consiga arranjar explicações fundamentadas, não se saiba puto da forma como é feito. Na verdade, tudo isso é irrelevante, quando simpatizamos ou antipatizamos com isto ou com aquilo. O povo diz e bem: caiu no goto.


Decididamente este vinho pertence ao meu núcleo restrito de vinhos que gosto bastante e que por conseguinte compro com muita regularidade. São vinhos que parecem ser, por razões que não sei explicar by the book, tendencialmente desavindos, provavelmente afastados do que esperamos ou do que estamos habituados a ver na maior parte dos encruzados estremes que costumam aparecer pela frente.


Fechando a rábula, o que importa, repetindo a minha ideia inicial, é que é um vinho que gosto de beber até ao fim, até ao último escorropicho. Fica assim registado o facto.

1 comentário:

AZAVINI - carla salomão disse...

Temos o mesmo gosto, até a última gota deste vinho!!!!