segunda-feira, agosto 20, 2018

No fim do Mundo ...

Um episódio sem grandes enredos, sem grandes tramas. Perdido algures no meio do rectângulo continental, sem saber onde encher a pança, descansar um pouco, indicam-me um prosaico lugar. Humildemente dizem-me que é espaço modesto, sem grandes requintes, mas que servem aquela comida caseira, feita por mulher à moda antiga. Como antigamente, disseram.




Se existem momentos que iremos registar para sempre, este é um deles. Sem grandes opções, aposta-se no prato do dia. Afiançam-me que está bem feito, que está a sair bem. Pedi 2 doses. Aconselham-me a pedir menos. Para salada propuseram-me uns tomates com azeite e sal. Ainda vieram uma sopa de espinafres. Caramba, nem imaginam a satisfação que deu. Pedi vinho da casa. Um jarro pequeno, se faz favor, mas sem gás. Bem fresco, soube por este mundo e pelo outro. Com o pão e as azeitonas.



Lá veio a vianda. Encheu-me a barriga e acalmou-me a alma. Bem apurada, simples, mas profundamente saborosa. Tive que me deter, entretanto, pois estava a ser dominado pela gula. No fim do mundo, posso dizer que estive perto do paraíso. 

4 comentários:

Bacantes disse...

E que sítio era esse?

Anónimo disse...

Tem de experimentar a chanfana, os maranhos e o bucho no Ponte Romana http://ponteromana.com/ na vila da Sertã. Aviso que, nesta altura do ano, deve ir cedo.

Pingus Vinicus disse...

Caro Bacantes tem link o post. Em Lugar Prosaico. Clique que vai lá ter :)

Obrigado

Pingus Vinicus disse...

Estimado anónimo, anotei a sua dica: Ponte Romana.

Obrigado