quinta-feira, Abril 26, 2007

3 Pomares (Douro)

Uma breve passagem pelo Douro, pela Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo (tenho que pensar, bem, antes de escrever este nome). Um local para relaxar, contemplar o horizonte e beber abundantemente a paisagem envolvente. "O primeiro hotel do vinho em Portugal, nasce em 2005 da reconstrução da antiga casa senhorial oitocentista, em plena harmonia com a natureza e a tradição." Para aguçar o apetite passem por aqui. Pessoalmente é o que faço.
Entretanto, e a par da actividade hoteleira, este empreendimento turístico lançou para o mercado mais uma marca de vinhos. Uma trupe chamada: 3 POMARES.

Comecemos pelo 3 Pomares rosé 2006. Linha doce e frutada. Igual a outros rosés que vão inundando o mercado. Aliás, à medida que nos aproximamos da época quente saltarão cá para fora cada vez mais rosados. Tirando alguns casos pontuais, ainda não me convenceram.
Este, em particular, é indicado para acompanhar umas frutas e não pensar muito no que está no copo. Aromas a morangos, groselhas, rebuçados bolas de neve e uma leve hortelã. Um vinho rosé mediano, que não oferece mais valias ao que já existe no mercado. De qualquer modo, ele anda por aí e ficam a conhecê-lo. Nota Pessoal: 11,5

O Branco, do mesmo ano do rosé (2006) mostrou mais personalidade, comportando-se de forma mais digna que o rosé, discutindo assuntos mais interessantes. Aromas com alguma delicadeza, onde o floral formava uma aliança coesa com o mineral. Foi evoluindo progressivamente para impressões a erva verde e folha de figueira (Penso sempre naqueles dias quentes em que o ar bate na cara, perfumado pela figueira, pelo figo, pela amendoeira). Na boca, estaladiço, crocante, muito fresco. Um branco bem feito e que merece uma prova atenta, muito atenta. Nota Pessoal: 15

Finalmente o tinto, de 2005, com aromas frutados e com muitas sugestões a drops. Leve presença vegetal. Directo e simples na abordagem. É o chamado vinho redondo, limpo, sem problemas. O exemplo de uma receita bem aplicada. Muitos consumidores irão gostar dele. Acima de tudo, um vinho honesto, sem grandes pretensões e ambições para o futuro (acho eu). Fiquei a conhecer e vocês também. Nota Pessoal: 13,5


Assumidamente apreciei mais o branco. Bem conseguido. Os outros companheiros pautaram-se pela regularidade, pela mediania. Sem trazerem grandes novidades ao consumidor. Dito de outra forma, e mais correcta: Não me despertaram grande interesse.

4 comentários:

Kroniketas disse...

Caro amigo,

e os preços? É que se custarem 10 euros, pela apreciação que fazes são caros. Se custarem 3 ou 4 até poderão valer a pena, certo?

Pingus Vinicus disse...

Kroniketas, gostava de te dizer os preços dos ditos mas eles não me foram facultados. De qualquer modo e pegando no que dizes, tirando o branco que era capaz de pagar 10€ por ele, os outros poderão ficar reféns do preço. Se passarem da faixa dos 5€ a "coisa" perde interesse (para mim).

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Eu gostei muito do branco...

N.

Pingus Vinicus disse...

Estou com o Saca, também gostei do branco. O tinto é mais um.