
Por aqui, nesta Quinta Além Tanha, os aromas que brotam, que saltam do copo exibem a natureza, o que ela dá, o que ela oferece. A rudeza, a sobriedade. O Douro está bem marcado. Nota-se qualquer coisa de genuíno. Os perfumes não são criados em laboratório. É campo, é rio, é rocha, é terra. É mato, rodeado por giesta, por esteva. As flores de aspecto tacanho, pequenas, tal como o povo luso, são de uma beleza assinalável. Marcam pela sua pureza, pela simplicidade. Aparecem e desaparecem respeitando o tempo, as ordens lá de cima. Os urbanos, supostamente mais modernos, não apreciam.
Os sabores são difíceis. São pesados, por vezes agrestes, mas dignos, limpos e puros. É a natureza a mostrar-se, sem intervenção da máquina. Ao homem cabe-lhe a tarefa de ir vigiando o desenrolar dos acontecimentos. Prazeres que não devem ser desfrutados todos os dias. Nota Pessoal: 16
Post Scriptum: Para quem gosta de viver na natureza, longe dos luxos, das mordomias da cidade. Não é indicado para quem se julga fino.
Comentários
É bom saber que ainda continua em forma :)
Se gostam do 2003, nem imaginam o 2004 que deu um grande salto em termos de complexidade.
Tenho vindo a prová-los com muita periodicidade e o que está mais bebível é o de 2001 (uma evolução perfeita). Agora o 2004...
O seu preço justo também é um atractivo!
(Parabéns Pedro T.)
N.