sexta-feira, setembro 02, 2011

Uma Mulher e o Dão

Sei a resposta, no íntimo já sabia, de onde e como irrompeu a minha paixão e dedicação aos vinhos do Dão. Não por serem os melhores vinhos do mundo e de Portugal, que não o são e custosamente o serão, algum dia. De onde deriva esta relação? Simples, estranhamente simples. Tudo por causa de uma mulher, de cabelo louro, que nasceu antes dos meados do século passado. A ela, devo-lhe o conhecimento do Dão, da Beira Alta e da conservação de parte das minhas raízes.

Por causa dela, sei onde ficavam e ficam algumas vinhas, conheci parte da história do enclave, das casas senhoriais, das Quintas e Quintais que proliferavam e proliferam por aquelas bandas entremeadas pelo Mondego e pelo Dão. Do treino do cheiro e do sabor.
Lembro-me com saudade quando, em viagem, trespassávamos o Mondego em Coimbra e da boca dessa mulher, serenamente, saía uma curta mas sentida conjugação: cheguei a casa. Durante anos a fio, ouvia aquelas palavras sem nunca perguntar o que queriam dizer. Eram lá coisas dela.

5 comentários:

AJS disse...

Lindo. Um abraço.AJS

Anónimo disse...

Rui como sabes já algum tempo que sigo este blog, digo sigo porque não consigo acompanha-lo, sem nunca nele ter escrito algo, no entanto faço-o hoje para dizer que ; essa Mulher era minha Tia.

Aquele Abraço

Luís Massa Marcos

Pingus Vinicus disse...

...que era a minha Mãe.

Aquele abraço

Rui Moreira Massa

Hugo Mendes disse...

Caro Amigo,

Parabéns por teres tido essa mãe...
Obrigado, a ela, pelo trabalho que realizou contigo!

Forte Abraço!

Emilio disse...

É uma história belissima!

Mas agora tu recolhes o "testigo" (é que nâo sei a palavra em português) na caminhada e partilhas o teu saber com outros e outras... É a vida, caro!

Abraço