segunda-feira, Março 19, 2012

Contraditórios

O postulado de hoje é curto em extensão, rápido em considerações. E eventualmente ligeiro em argumentação. Basicamente é pura constatação. Porque não existe contraditório na prova de vinhos? Ou em outros assuntos derivados?
Se hoje não se gosta, pelas mais diversas razões, de um branco, de um tinto ou de outra coisa, e temos proa em dizê-lo publicamente, porque não o fazemos quando, por um qualquer motivo, passamos a apreciar. Seria, parece-me, justo.


No sentido inverso, é claro, a premissa também é válida. Seriam, em última análise, actos reveladores de elevada maturidade enófila. Se bem que não é fácil dar a mão à palmatória e reconhecer possível erro.
Ou os contraditórios realizam-se apenas no espaço reservado pela consciência de cada um? Sempre é mais confortável.

6 comentários:

Hugo Mendes disse...

Há quem o faça carissimo amigo. assim de repente lembrei-me do Barbosa e do seu "premeado"post a respeito do Esteva.
eu confesso que no vinho sou mais do inverso que citas. é mais facil eu amanhãdetestar um vinho que ontem gostei.
Só de me lembrar das carraspanas que apanhei à conta de Terras d'el Rei e Real Lavrador.... uiii!

Pingus Vinicus disse...

Um facto, não recordava do Famoso Esteva.

ricardo disse...

Eu já o fiz com o Quinta dos Murças Reserva 2008.

E já escrevi sobre isso, mudei de
opinião para uma nota mais positiva.

Tinha-o provado em Outubro e voltei a prova-lo em Fevereiro.

J Pires/C Soares disse...

nós já o fizemos quanto ao Quanta Terra em privado e está para breve o mea culpa público...e fizemos a inversa com o Meandro (gostávamos e as versões mais recentes não agradaram tanto)...Mas realmente não é coisa que se faça todos os dias!

Post curto em tamanho,mas de grande utilidade (chamada de consciência).

Carlos Soares
wineofus.blogspot.com

momenta disse...

Este post surpreende pelo reduzido número de comentários, dava pano para mangas. Embora Júnior, entendo que enofilia também implica abertura mental e ausência de preconceitos. Afinal, a capacidade de degustação evolui, os vinhos evoluem, muita coisa muda neste eno-mundo. Parece-me natural mudar de opinião. Possivelmente, não bebemos duas vezes o mesmo vinho.

Pingus Vinicus disse...

Concordo! Infelizmente, só tenho que pensar que o post foi inócuo.