sexta-feira, Setembro 14, 2012

Quinta da Garrida

Não quero entrar em considerandos sobre o estilo deste vinho. Deixo tal reza para quem gosta de discutir o sexo indistinto dos anjos, isto é a eventual genuidade de determinados vinhos (estarei a mudar?). Por isso peço, e apenas para os interessados, que levantem aquela pequena túnica que cobre as partes menos nobres de tais criancinhas anafadas para ver quem é quem. Posto isto, avancemos.


O vinho, em causa, é poderoso, impositivo e duro. É vinho carregado, é vinho cheio. Com um cento de aromas e sabores que correram desalmadamente pela boca abaixo. Um vinho tinto que nasce, para quem não sabe, no meu Dão Serrano, terra de mãe, e como tal merece estar entre os meus eleitos. E não se preocupem com a minha parcialidade, com a minha falta de independência. É mesmo assim.


Mas voltando ao dito, o vinho, digo-vos que é um belo vinho, em que cada goticula parecia valer ouro.