quarta-feira, Março 13, 2013

Quinta das Maias: O Barcelo dez anos depois

Se houve, em tempos, vinho com muito interesse o Quinta das Maias Barcelo foi um deles. Com interesse para quem é, pois claro, desvairado seguidor das coisas do Dão. Um vinho que infelizmente não foi mais reeditado. Terá tido duas, três, quatro edições? Quantas? Um vinho estreme de uma casta que rareia, quase desconhecida, quase extinta. Quase perdida.



E sem saber, foi-se confrontado com um vinho branco (do Dão) com dez anos em cima do pêlo, feito com a tal casta que (quase) ninguém conhece ou que pouco se sabe, cheio de força, de vitalidade, carregado de muitos aromas e sabores. E vedado, vejam lá, por uma rolha sem qualquer sinal de decadência, de envelhecimento. Perfeita, como nova.



Um vinho, aquele que estava na garrafa, que se mostrou adulto e maturo, afastado da morte. Eventualmente, resultado da feliz combinação dos factores: sorte e felicidade. Hum...será?

6 comentários:

Jorge Nunes disse...

A cor impressiona, nada carregada...

Pingus Vinicus disse...

Jorge, impressionante e nada indicativa da idade que tinha. Demos-lhe (muito) menos anos!

Anónimo disse...

confesso que desconhecia por completo. estas coisas têm que ser preservadas... gosto muito do encruzado deles, isto deve ser estupendo.

Pingus Vinicus disse...

Estimado anónimo, infelizmente para os apaixonados destas coisas, nunca mais foi feito. O Barcelo era muito residual dando origem a poucas garrafas: umas centenas.

Lembro-me, na altura, o RF ter feito comentários positivos a este mesmo vinho.

Anónimo disse...

Caro Mais outro exemplo de castas que temos de dar valor, como o Jaen. Em Espanha em conjunto com o Mencia (jaen) resultam vinhos excelentes e caros. O Domínio de Bibei Barcelo, produtor do Lalama, coloca no mercado a 36€/ garrafa e esgota. Claro que ajuda as criticas do R Parker. E porque não os nossos produtores mandar amostras e já agora mencionar que o quinta da Pellada 2008 levou com 95 pontos!. Cumps J Freitas

Pingus Vinicus disse...

Estimado JFreitas, concordo consigo em relação ao Jaen. De facto merecia ter maior investimento. Os espanhóis, como sempre, conseguiram transformá-la já numa casta apetecível, originando já vinhos caros.