quinta-feira, janeiro 09, 2014

Quinta do Carmo: A Bastardização

Perdoem-me a mal disposição, perdoem-me o vinagrete do dia, mas não vou conseguir evitar. Logo aviso, em jeito de precaução, que poderá haver excessos de linguagem, conclusões precipitadas e sei lá mais o quê.



Abri este vinho. Aliás, comprei e bebi no próprio dia. E por causa disso, ainda procuro razões plausíveis para tamanha atitude e não as encontro. Talvez tenha sido por saudosismo: Quinta do Carmo. E pouco mais.



Abriu-se a garrafa e saltou rolha sintética, coisa bem adequada para um vinho que ostenta nome grande. Tudo, como disse, adequado. Sobre o resto, pareceu-me um vinho que bastardiza o nome, que o vulgariza, que lhe dá um ar de comum e pretensioso, tal nobre teso, trivial e sem grande graça. Pior é que custa mais de sete euros.

7 comentários:

afca disse...

deste...já só restam (boas)recordações!

Flavio Henrique disse...

Que pena! A rolha sintética é o prenúncio da queda. E pelo jeito, a qualidade acompanha. Como podem fazer isso com um vinho de tamanho renome? Será que acontecerá o mesmo com os tintos?
Abraços,
Flavio

Ps. Confesso que tenho menos resistência às screw caps que às horrorosas rolhas sintéticas.

Tiago Sampaio disse...

Confesso que dado os avanços na industria da cortiça nos últimos tempos, não compreendo a opção de um produtor por rolhas sintéticas, quando ainda mais, existem inúmeros estudos científicos que apontam para problemas graves que estas rolhas apresentam.

Se a ideia é preservar a juventude de um vinho a todo o custo, muito mais facilmente me inclinaria para uma screw-cap...

Mario Gonçalves disse...

Concordo plenamente.
Vinho português com screw-cap em lugar da rolha de cortiça portuguesa é crime de lesa-pátria.
E o atual Quinta do Carmo não merece mais do que a screw-cap

Rui Oliveira disse...

Lembro-me de ter provado este vinho há 2 anos e ter pensado o mesmo...que é isto??? Apenas ficou o nome..e deve ser isso q nos leva a provar pelo menos 1 vez e nada mais...

Pingus Vinicus disse...

Efectivamente, Rui foi essa a sensação que tive.

Flávio, os tintos não estão (muito) melhores (para mim).

Traga2whiskys disse...

Por lá passaram os franceses que destruíram a antiga vinha toda de Alicante Bouschet, agora andam lá Madeirenses, que irão destruir tudo o resto...