terça-feira, novembro 03, 2015

Casa da Passarella: O Fugitivo Vinhas Centenárias

Antes da Ordem do Dia

Gosto de viver influenciado, profundamente dependente daquilo que gosto e não gosto. Não creio na independência. 

Há vinhos que, por uma razão ou outra, acabam por tornarem-se incontornáveis no percurso de alguém que goste (verdadeiramente) de vinho. São vinhos que trazem, de facto, mais valias, novas abordagens, novas visões ou tentam fazer ressurgir/recuperar métodos e tradições que tendem a desaparecer: back to the past. Dizem-nos que é possível, apesar de tudo, recriar, inovar. 


Quando se fala, em círculos mais restritos, de vinhos minimalistas, pouco intervencionados e desviantes de uma norma que tende a matar a diversidade, provenientes de vinhas bem antigas, onde o trabalho humano é desprezível e a natureza é assumidamente protagonista, este vinho é, sem qualquer cuidado nas minhas palavras, um perfeito exemplo. Cumpre as premissas que atrás foram superficialmente enumeradas. 


Será caso único? Claro que não. Mas é certamente mais um feliz acontecimento, do que se pode e deve fazer numa região que tem uma longa história, mas que opta, repetidamente e até à exaustão, por criar a régua e esquadro uma enorme falange de vinhos sem alma e sem carácter. Iguais lá ou aqui. Mas o que interessa, para o caso, é que estamos perante um dos melhores vinhos do Dão. Ponto!

6 comentários:

Anónimo disse...

Pouco ou nada intervencionados são os biodinâmicos. É possível saber se esse é?

Anónimo disse...

Os biodinâmicos são uma grande falácia. Estratégia de marketing. O que de científico há em enterrar um chifre cheio de estrume?

Anónimo disse...

O que é que os chifres dos animais têm a ver com a cultura biodinâmica das vinhas. Ai, ai, ai,...

Anónimo disse...

Estude um pouco mais sobre a cultura e conhecerá os chifres de animais recheados com esterco e que são enterrados no solo. Ai, ai, ai...

https://earthwine.wordpress.com/2012/02/16/seresin-estate-new-zealand-michael-seresin/

http://circlefootpermaculture.com/biodynamics/

http://www.oregonlive.com/mix/index.ssf/wine_features/how-biodynamic-farming-works-and-why-more-oregon-w.html

http://www.3ho-lafontaine.org/index.php?pg=pg_jardin&lang=uk&PHPSESSID=de403f990e4ab52ed3d71fc6f861ad20

Uma frase de um desses sitios:

"We also include cosmic constellations, moon phases and planetary rhythms in our practical work."

Ai, ai, ai...

Anónimo disse...

Devia estudar mais!

Enterram-se cornos e não chifres devido aos primeiros serem ocos e poderem ser recheados com esterco. Os segundos não têm qualquer hipótese de serem recheados seja com o que for.

Essa cultura...ai, ai, ai...

Anónimo disse...

Quem acredita na balela que é a biodinâmica é que deveria estudar mais. Cornos ou chifres, continuam sendo "cousas" recheadas de esterco. Explique-me o fundamento científico disso, caro "culto"... Explique-me a influência dos ciclos planetários na qualidade do solo.

Leia isso: http://www.ajevonline.org/content/56/4/367.short

Ai, ai, ai...