
Falemos da pinga. Mais uma descoberta alentejana (para mim). Surpresas destas, eu gosto. Não sou grande amante dos vinhos da grande planície (os meus amigos sabem disso. São manias, que facilmente são contrariadas, como já foram, por diversas vezes).
Andei por essa internet fora à procura de informações sobre este produtor, mas nada encontrei. Pode ser que o master dos vinhos alentejanos passe por aqui e diga, partilhe com a malta o que sabe sobre esta Herdade. Eu, pelo menos, ficava grato.
O vinho esse, apresentou-se com aromas iniciais a azeitona preta esmagada (não vale a pena perguntar qual é diferença entre esta e as outras. Tinha que optar por uma cor. Escolhi a preta). Lembrei-me muitas vezes dos odores do lagar, da adega, do cachiço. Aprecio muito. Dão-lhe personalidade, carácter. Os experts dizem que são vinhos com um lado rústico. Para mim, ainda bem. Nada de modernices, bem longe dos vinhos urbanos, metro, que estão na moda e fazem um enorme sucesso.
Depois de ter libertado aquele tal lado mais rural, manifestaram-se aromas pretos, muito pretos, de aparência fresca, sem excessos. A fruta tinha alguma subtileza. Cacau amargo, com tabaco, peles e couros. Apimentado.
Uma boca sedosa, envolvente, onde a azeitona, o caramelo, a baunilha, o cacau imperam. Tudo suportado por uma correcta acidez. Um final de boca médio, com qualidade e que me deixou boas recordações.
Gostava de ter algumas botelhinhas deste alentejano do Redondo. Quem souber onde elas andam, digam-me, falem comigo. Gostava de provar em minha casa, com toda a calma do mundo.
Nota Pessoal: 16,5
Post Scriptum: Ando a gostar dos vinhos alentejanos. Estarei a mudar ou serão os vinhos alentejanos que estão abandonar aquele estilo pesadão, meio madurão?
A fotografia é de umas das entradas da Vila do Redondo.
Comentários
A foto que tens é nem mais nem menos que a Porta da Ravessa, que dá o nome ao famoso vinho da Coop de Redondo.
E não é do Redondo mas sim de Redondo :)
Sei que vai sair a um preço aproximado dos 7-8€
Com os melhores cumprimentos do enólogo. António Moita Maçanita
Com os meus melhores cumprimentos
Rui M