
Este calor caracteristico do mês de Março parece dizer-nos que não estamos muito longe do Verão. Por essa razão, ou por outra, acompanhei uns choquinhos salteados com hortelã e poejo fresco com um Fernão Pires da Casa Ermelinda Freitas.
Terras do Pó (br) 2006. Mostrou um conjunto de aromas explosivos, exuberantes, frescos, bem vivos.
Pertence ao
tal grupo de vinhos feitos para agradar a gregos e a troianos, a ingleses e a franceses,... Ainda

bem. Precisamos de tréguas, porque as hostes enófilas não aguentam constantemente o rebuliço, os embates, os confrontos. É quase impossível estar sempre a falar, discutir grandes assuntos, grandes vinhos
(para mim assim é). Um pouco de descanso, algum
esvaziamento da mente, permite-me recuperar forças, preparar a mente e
(assim) voltar à luta. Este
refrescante Fernão Pires revelou ter um perfil repleto de sugestões a fruta tropical, cereja branca, casca de pêssego, sempre num registo aprazível, muito agradável. Com a acidez a não permitir que se torne enjoativo. Aqui entre nós, costuma ser um fiel companheiro, nos meus finais de tarde, lá para o lado de Pegões, sempre de volta de uns petiscos, de umas tapas como dizem os nossos amigos espanhóis.
Nota Pessoal: 14
Comentários
Tinha este como uma referência no que toca a Fernão Pires, ao que parece deixei de ter...
De facto o vinho é um Fernão Pires, e não um arinto (onde é que fui buscar esta casta?)
Abração
no algarve tambem temos bons vinhos.
O reserva é um vinho magnífico mas também o vinho normal era bastante bom.
Mas apareceu agora um Terras do Pó de rótulo amarelo que, no meu entender, não merece o nome que tem e que, no meu entender, vai acabar por diluir completamente a fama de que gozava o Terras do Pó .
Geraldes de Carvalho