
Vou até lá a cima. Desde o final de 2006 que não sinto os ares, os cheiros da terra. A erva do quintal deve estar bem alta, a vinha precisa de ser tratada. As janelas da casa devem estar cobertas de teias. Preciso de as abrir, deixar entrar o ar da serra. Depois sinto falta da couvinha, da chouriça, do borreguinho assado no forno. Do pão negro. Prazeres carregados de simplicidade, que muito aprecio.
O único elo que vou tendo é o semanário que recebo aqui em baixo. Vou vendo, reparando nas dificuldades do meu povo, daquelas gentes que (ainda) vivem lá. Estão decididamente votadas ao abandono. Deve ser uma maçada, um bocejo para o governo da capital ter que tomar conta do interior, daquelas pessoas meio brutalhadas. Seria mais interessante governar apenas a pequena faixa junto ao oceano. Será que o governo da capital terá alguma previsão para a desertificação total do interior (de norte a sul)? Será que as modernas políticas de saúde têm como objectivo acelerar essa desertificação? Começo a pensar que sim.Para despedir-me, proponho um brinde com um encruzado. Uma casta branc

Post Scriptum: Entretanto, façam-me um favor. Tomem conta desta casa. Vão vigiando. Deixo-vos as chaves. Um abraço a todos e até já!
Comentários
Vai daqui, de longe, um abraco e um obrigado pela educacao que prestas neste teu espaco. As vezes penso que com a qualidade que os sucessivos governos se apresentam, esse esquecimento a que o interior e votado, e uma bencao. Quanto ao vinho so bebi o 2005 e, apesar de nao gostar de dar notas a vinhos, parece-me um vinho com + numero!!!!
Bom retiro
Abracos
Pedro Guimaraes
Saludos!
Joan
Um grande obrigado pelos teus posts.
PS- Que o descanso traga mais novidades.
(mais) Um excelente texto... Aproveito para te desejar uma optima viagem e uma Santa Páscoa para ti e tua familia.
Um abraço
Zé Tomaz
Cordiais cumprimentos.