
Passei a ter apenas o que gosto (ou penso que gosto). Não estou para correr atrás de vinhos famosos apenas po

Depois
de um curioso e apaixonante Quinta da Fata Reserva 2003, teria todo o sentido partilhar com vocês o Reserva 2004. Nota-se o fio condutor. A matriz é muito semelhante. Aromas, odores de mato, do pinheiro, do cedro dominam. A caruma está bem vincada. Envolve fetos, cascas das árvores, folhas secas. É impossível não reparar nela. Um manto longo e espesso. As ervas aromáticas, de porte baixo, prolongavam e aprofundavam a matriz silvestre do vinho. O chocolate preto, bem amargo, aparecia discretamente. Cingia-se ao essencial. Sugestões a tabaco, caixa de charutos, transmitiam uma sensação de luxo e requinte. A canela dava-lhe um toque mais especiado, mais oriental. Lembrou que da Beira muitos abalaram para outras terras, bem mais distantes. Longe da montanha, da pedra.
Na boca, balsâmico, silvestre, longo, mastigável. Os taninos e a acidez estavam um pouco ariscos, meio irrequietos, com vontade de dizer muito, fazer muito. Todos os jovens são assim. Quem não gosta de ver e ouvir um jovem com sonhos? Os ponteiros do relógio encarregar-se-ão de os amaciar, educá-los.
Tem um longo caminho pela frente e, pessoalmente, aposto muito nele. Nota Pessoal: 16,5

Na boca, balsâmico, silvestre, longo, mastigável. Os taninos e a acidez estavam um pouco ariscos, meio irrequietos, com vontade de dizer muito, fazer muito. Todos os jovens são assim. Quem não gosta de ver e ouvir um jovem com sonhos? Os ponteiros do relógio encarregar-se-ão de os amaciar, educá-los.
Tem um longo caminho pela frente e, pessoalmente, aposto muito nele. Nota Pessoal: 16,5
Comentários
Quinta da fata reserva 2003 é um vinho apaixonante, sem duvida. A seu complexidade cativa. O reserva 2004 tenho lá em casa mas ainda não abri. Devo guarda-la mais uns tempos para melhorar os taninos e a acidez. Obrigado pelas dicas
Acompanhou soberbamente um peru recheado nesta consoada de natal.
Denso, poderoso, quase que se mastiga !
Parabéns pelo blogue caro Pingus; é sem dúvida uma referência quer a nível poético, quer a nível enófilo.