
O tinto fez-me colocar os pés no chão. Regressar à Terra, olhar para as dificuldades da vida. Dos espinhos que existem, das barreiras. Existe uma v

Um comportamento de difícil análise. Completamente mal vestido. Sem qualquer aprumo, mal amanhado. Teimava em apostar nas sugestões ferrosas, na ferrugem, no aço, nos couros. Carne ensanguentada. Um cheiro complicado. Na boca, muito aguado, sem qualquer presença de sabores. Entrava, passava e despedia-se sem sabermos. Indiferente. Nada mais. Nota Pessoal: 11

Ainda vão existindo vinhos, aqui e além, que conseguem ter a particularidade de pouco ou nada dizerem. Não provocam a tal revolução de aromas, de emoções, de sensações. São vazios no conteúdo e na forma. É esta discrepância que encontro nos vinhos portugueses que irrita particularmente (o Douro não é excepção).
O Céu e o Inferno convivem livremente. Misturam-se de forma provocatória. Confundem o consumidor, o mortal. Presumo que fará parte das festividades de anjos e demónios observar o sofrimento enófilo. Pelo meio, entre estes dois mundos, prolifera um vasto leque de vinhos indefinidos, pobres, sem qualquer interesse. Quase que me atreveria a dizer: sem meio termo.
O Céu e o Inferno convivem livremente. Misturam-se de forma provocatória. Confundem o consumidor, o mortal. Presumo que fará parte das festividades de anjos e demónios observar o sofrimento enófilo. Pelo meio, entre estes dois mundos, prolifera um vasto leque de vinhos indefinidos, pobres, sem qualquer interesse. Quase que me atreveria a dizer: sem meio termo.
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