
No passado, caminhou pelas passareles, teve inúmeras luzes apontadas. Pertence ao grupo de vinhos que marcaram o nosso passado. Quando se falava no Dão, o Duque de Viseu era lembrando por todos. Não fugi à regra. Recordo com alguma saudade os brancos, principalmente as colheitas de 1999, 2000 e 2001. Depois, surgiram as coqueluches e lá fui atrás. Caramba, um tipo não aguenta!
A última vez que troquei dois dedos de conversa com o Duque, fiquei francamente admirado com a desenvoltura que revelou.
Na boca, ele afinava pela mesma pauta dos aromas, com uma estrutura algures entre o magro e mediano. Razoável nível de frescura. Ia-se embora, deixando qualquer coisa que lembrava ananás, lima e mel.
Já me esquecia. A madeira dava, de vez em quando, ares da sua graça. Nada de extraordinário.
Não tendo argumentos de peso, acabei por valorizar o esforço que mostrou, mas as rugas não perdoam. Nota Pessoal: 13,5
Post Scriptum: Pareceu-me estar uns valentes furos abaixo da colheita de 2004. É pena. Agora, é certamente mais um. Quem o viu!
Comentários
abraço
João a ideia das "rugas" era apenas para ilustrar a ideia que este Duque de Viseu parece ter adormecido debaixo de uma época que não existe mais. Por lá ficou...
Abração