
Começo a ronda com o Quinta do Quetzal (Vidigueira, Baixo Alentejo), um vinho branco de 2005 (não deixa de ser curioso). Na caldeira onde foi feito aparece apenas a casta Antão Vaz. Depois adorm

As sugestões vegetais marcaram os aromas, proporcionando frescura e alegria. Erva na fase inicial, folha de tomate e figueira lá mais para a frente. A fruta, que foi despontando com o desenrolar da prova, revelou uma faceta ácida, onde a maçã, a lima e o limão encarregavam-se de reforçar a frescura do vinho. Por entremeio, surgiram pequenos pedaços de ananás. Um pequeno ramalhete de flores brancas (gostei desta expressão) perfumava o copo. Toques amendoados e um pouco melados faziam o remate final, sem protagonismos exagerados.
Na boca o vinho pareceu estar equilibrado, bem arranjadinho, com nenhuma ponta fora do sítio. Bom nível de frescura. A madeira, mais uma vez, não apresentou pose autoritária. Mastigavam-se (não esperem coisas brutas) amêndoas, avelãs e um pouco de mel.Um vinho que revelou ter um comportamento harmonioso, sem recorrer a grandes exuberâncias. Acima de tudo mostrou-se sadio, directo e calmo. Uma feliz descoberta. Pessoalmente, não o guardava muito mais tempo. Nota Pessoal: 15
Post Scriptum: A enologia é da responsabilidade de Paulo Laureano.
Comentários
Sugiro que desçam mais um pouco e visitem a Herdade do Rocim, entre Vidigueira e Cuba, outro portento arquitectónico. Onde vão as antigas adegas da malga a rodar...