Existem vinhos baptizados de fáceis, ligeiros e directos. São estinados aos maçaricos. Os outros são para a elite, para os que frequentam o clube.
Na ansia de tentar um lugar nesse estranho e obscuro meandro, muitos lançam-se para o meio dos vinhos difíceis, duros e complexos. Na maior parte das vezes, a infelicidade cai sobre o copo porque não proporcionaram o prazer que era esperado. O esforço é enorme para demonstrar que conhecem e dominam a ciência. Acreditam, deste modo, que um dia poderão ser respeitados pelos que frequentam o clube. Pura ilusão. Não existe democracia no mundo dos apreciadores de vinhos. Está literalmente dividido entre uns e outros.

Os sabores eram agradáveis. As sensações vegetais misturaram-se com a fruta e com tosta formando um bloco coerente. Tudo afinadinho e com equilíbrio (não esperem um tinto extraído, quente e pujante. Decisão acertada de Ermelinda Freitas). Um tinto que merece ser provado. Melhor, merece ser bebido. Alivia o cansaço e distrai-nos um pouco. É preciso mais? Para mim não. Nota Pessoal: 15
Post Scriptum: Só não percebo uma coisa. Porque carga de água os rótulos que vestem os varietais da produtora Ermelinda Freitas são acidentalmente parecidos com os varietais da Adega Cooperativa de Santo Isidro de Pegões?
Comentários
Destes varietais da casa Ermelinda Freitas, provei somente o Alicante Bouschet, e pareceu-me também um vinho bem honesto e sincero, e até descomplexado à beira de um grande vinhão.
Quando a mim, e pelo andar da carruagem vou ficando pelo club dos amadores(maçaricos), pois para passar para o outro club, a "elite", tinha que ter a carteira muito bem recheada, o que não vai acontecendo...
Um abraço, e desculpa se me alonguei
Quanto ao rótulo, pode talvez ter sido o mesmo "designer" que tenha usado a mesma "fórmula"...
Boas provas