
Este tinto do Dão, proveniente da zona de Vila Nova de Tazem, é feito com o apoio do enólogo Rui Moura Alves. Quinta do Abrunhal é propriedade de um antigo sócio da Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem.
Desponta com fartas sugestões a morango, a framboesa e a cereja, a pastilha elástica com os mesmos sabores e (mais uma vez) a rebuçado bola de neve. Tentava apresentar-se com um ar modernaço. Sinceramente, não estava à espera (é um daqueles vinhos que estagia em tonéis de madeira). Os aromas aprofundaram-se com notas de cacau e um pouco de alcatrão (foi o que veio à cabeça).

Numa fase (bem) mais adiantada, salta qualquer coisa que fez lembrar casca de árvore. O mais espantoso, do meio de tudo aquilo, foi cheirar um razoável molho de ervas aromáticas. Escuso de referir nomes. Fiquei admirado.
Na boca mostrou ser um tinto sedoso e aveludado. Muito fresco e agradável. Os frutos envolviam-se com o tal cacau, formando um bloco coeso e espesso. Um leve fumo, meio discreto, sentia-se quase no fim. O álcool estava bem acorrentado ao corpo. Não se notava.
Sendo saboroso e guloso, este tinto do Dão não chateia, longe disso (tinha uma finura que não estava à espera).
Uma (autêntica) pechincha que merece ser conhecida.
Feito para ser bebido, enquanto está jovem (não acredito que tenha cabedal para durar muito). Para desfrutar. O resto são estórias. Nota Pessoal: 15
Post Scriptum: Se este vinho tivesse um pouco mais de chama, mais alma, acredito que poderia ser muito melhor. De qualquer maneira, gostei.
Sendo saboroso e guloso, este tinto do Dão não chateia, longe disso (tinha uma finura que não estava à espera).
Uma (autêntica) pechincha que merece ser conhecida.
Feito para ser bebido, enquanto está jovem (não acredito que tenha cabedal para durar muito). Para desfrutar. O resto são estórias. Nota Pessoal: 15
Post Scriptum: Se este vinho tivesse um pouco mais de chama, mais alma, acredito que poderia ser muito melhor. De qualquer maneira, gostei.
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