
Outro Síria ou Roupeiro como dizem cá para baixo. Pessoalmente, não sabia que este D'Aguiar era feito a partir desta casta. Foi ao girar a garrafa que mirei no contra-rótulo o nome da uva.
No início o odor, que rodopiava em redor do copo, sugeria pêra e um pouco de maçã. Libertou, após algum tempo, umas quantas flores brancas. Entretanto foi largando, nas calmas, alguns toques a erva fresca que combinavam com um pouco de feno. Era como se a juventude e a velhice estivessem entrelaçados.
Não encontrando melhor comparação, uma leve
Nunca entrou pelos caminhos da exuberância. Conseguiu manter uma saudável contenção e discrição.
De relance, reparei que vagueavam pelo ar meia dúzia de gomos de tanja e laranja.
O paladar, apesar de fresco, era curiosamente circunspecto. Usava a acidez, apenas, para manter o vinho a mexer. Os sabores andavam entre o vegetal, a pêra (mais uma vez) e um pouco de casca de laranja. No final ficava qualquer coisa que lembrava a lima.
Um vinho branco muito aprazível, calmo. É daqueles que se vai bebendo sem notarmos por isso.
Para o preço que pedem (a rondar os 3€) não está nada mau. Nota-se, tal como os seus parentes da Quinta do Cardo e da Coop de Figueira de Castelo Rodrigo, que foi feito para beber na juventude. Guardá-lo não acrescentará nada. Nota Pessoal: 14
Comentários
Cumprimentos,aguardo resposta..nuno estrelinha@gmail.com,nazaré
Espero atentamente pela sua prova dos Síria 2007 cá de cima (Beira Interior), dado que já são pelo menos uma meia dúzia de produtores com este monovarietal engarrafado.
Um "bacelo" das Beiras.
BoisFrais