
Um tinto cão frio e fresco desde o início ao fim. Foram visíveis (para mim), durante a fase inicial, as notas minerais, com a lousa a tomar dianteira.
O posterior cheiro a húmus transportou o nariz para um ambiente húmido e florestado. As árvores tapavam a vista. Cerrado por cedros, pinheiros e eucaliptos. Tudo balsâmico, campestre e silvestre. Por muitas vo

O caminhar da noite fez deitar cá para fora cheiros a cacau, juntamente com um pouco de cera e baunilha. Levemente perfumados pelos fumados.
Na boca mostrou-se fino, com os taninos e acidez bem envolvidos no corpo. Corpo com arcaboiço mediano, mas suficiente para oferecer prazer ao palato. Sabores balsâmicos e minerais. O final era temperado, mais uma vez, por um leve fumado.
Um Tinto Cão feito para a mesa, feito para ir bebendo com comida por perto e que caiu pela goela sem se dar por isso. Nota Pessoal: 16,5
Teve um comportamento que em tempo algum usou da força para pregar o nariz e a boca ao copo. Pautou-se (essencialmente) pela delicadeza e elegância.
Por 10€ (mais euro, menos euro) temos aqui um boa compra. Sobre a longevidade, a título pessoal, não fui capaz de apontar uma meta, mas de qualquer maneira deitei umas quantas garrafas em casa.
Comentários
Gabo-lhe o gosto. Também sou aficionado das criações do Campolargo e ontem comprei duas caixitas de CaTchorros a 7,15€ por botelha.
Na minha modesta opinião encontram-se actualmente na Bairrada as melhores relação qualidade preço. Quanto custam os "equivalentes", por exemplo à Quinta da Dôna ou Calda Bordaleza do Douro ou do Alentejo??
Continuação de boas provas.
Abraço