
Mantenho-me com os Alvarinhos. Este, produzido e engarrafado por Hotel do Reguengo de Melgaço, surgiu no copo com um amarelo a tender para o forte, a indiciar, talvez, uma idade que não tinha. Um facto curioso.

Um curioso toque cerealífero enfiou o nariz para o meio de cereais, do pão. Eram muitas, e acredito mais uma vez em possíveis falhas na análise, as sugestões de panificação (Terá sido por causa do bolo rei que estava em cima da mesa?). Caminhemos na descoberta de aromas. Flores amarelas, carregadas de pólen, intensificavam as tonalidades do vinho. Mel fresco (experimentem a colocá-lo no frio) e um pouco de choco

O sabor estavam atestado de fruta madura. Corpo intenso, com bom prolongamento. Estava bem envolvido, bem misturado, redondo e capaz de aguentar com pratos menos leves.
Um alvarinho com um comportamento menos mineral, menos vegetal e menos crocante. Um estilo mais cheio, mais robusto, mais sénior. Os 13,5% de graduação alcoólica também ajudaram.
Epá (como diz o outro) porreiro: Gostei do género. Vou guardar um par delas. Nota Pessoal: 16,5
Post Scriptum: Este Alvarinho é mais carote. Custa para lá dos 8€, mas acho que vale o preço.
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