No meio de tantas idas ao Douro, esta foi minha primeira visita à Quinta de Nápoles. Obrigado pelo convite. O momento serviu para provar as colheitas de 2007 e 2008. Pelo meio fui ouvindo as palavras do enólogo Luís Seabra e de Dirk Niepoort. Perante a cadência das explicações, qualquer comentário, feito por mim, apenas iria colocar a nu as minhas eno-debilidades. Compreendi melhor o Charme 2006 e os posteriores 2007 e 2008 (em barrica). Dirk disse que era a elegância levada ao extremo. Pretende que seja assim, quer assim, gosta assim. Foi afirmativo.
Abri a boca, assumo, quando reparei que o engaço estava a regressar. O Robustus tem uma boa dose (60%). Quase contra-corrente.
O Vertente 2007 está, e ainda bem, transformado num vinho sério, com mais arestas.
O Vertente 2007 está, e ainda bem, transformado num vinho sério, com mais arestas.
A novidade acabou por ser o Navazos Niepoort branco 2008. Um vinho que não caiu no goto de João Paulo Martins. A expectativa era, para mim, grande. É diferente, completamente desavindo. Seco, muito seco. Gostei francamente. Metam-no ao lado de uns belos enchidos e verão que tudo bate certo. Feitos uns para os outros.
Antes de vir embora, caiu no copo um Garrafeira de 1977. Não tenho estrutura, nem aptidão para comentar. Outros que o façam.
E como merece ficar registado o dia, deixo-vos algumas fotos.Antes de vir embora, caiu no copo um Garrafeira de 1977. Não tenho estrutura, nem aptidão para comentar. Outros que o façam.






Antes e depois fui passeando pelos arredores. Era visível a azafama das vindimas. Tive, ainda, tempo para, algures entre São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, surripiar, à beira da estrada, uma mão cheia de amêndoas. A filha mais velha estava de boca aberta. Nunca tinha visto uma amendoeira. A culpa é minha.
Comentários
Abraço
Embora alguns papões invoquem razões biológicas para que algumas falhas pessoais sejam encobertas pela suposta pouca qualidade do produto.