Uma mão cheia de horas a discutir e provar, às claras, mais de uma vintena de vinhos feitos apenas com a casta Touriga Nacional. A acção decorreu debaixo do chapéu TWA e a Quinta das Carrafouchas foi o assento do evento. Resultado foi, somente, sala cheia e representa, sem margem para qualquer dúvida, um upgrade na forma como a w-enofilia, a i-enofilia, e-enofilia começa a olhar o vinho. Muito bem. Não acham?
Independentemente dos ausentes, de regiões menos representadas, foram perceptíveis, ainda assim, diferenças de estilo, resultantes de métodos enológicos, terras e climas. Uns aparentemente mais consensuais, outros nem tanto, outros completamente fracturantes. O resultado foi, como não podia deixar de ser, discórdia entre consumidores, enólogos e produtores. Pareceu-me bem.
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Nuno Magalhães, a Touriga Nacional na Vinha |
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Nuno Magalhães na vinha, com os vinhos em pano de fundo |
Não irei, naturalmente, delinear notas de prova, nem comentários alongados, sobre os vinhos que se provaram. Tornariam a coisa maçuda, cansativa e sonolenta. Traçarei, em tom ligeiro, algumas observações, apenas apontamentos curtos.
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A lista de vinhos a provar |
Nota de louvor, e estritamente pessoal, vai para a vontade que alguns produtores de Trás-os-Montes mostraram em participar, enviando em alguns casos lotes de vinho ainda em estágio, por concluir. O meu aplauso de pé para esta gente. Sinal que vão saltar os montes e conhecer mundo. Parece-me, também, bem.
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O Coffee Break by Venda da Vila |
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As vinhas da Quinta das Carrafouchas |
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Antiga Adega |
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Antigos Depósitos de Cimento |
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Lagar e Prensa |
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Para os Crentes |
Saltou à vista a consensualidade do Douro. Vinhos de estirpe moderna, é certo, mas personalizados, capazes de agradar um alargado espectro de consumidores.
Chegados ao Dão, os comentários foram fracturantes, vinhos idolatrados por uns, preteridos por outros. Longe de qualquer consensualidade. Para reflexão.
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Os vinhos |
Nas Beiras, com representação reduzida, ficou a curiosidade de termos um Beira Atlântico Bairradino e Beira Continental Duriense. O primeiro bordalês e o segundo de perfil mais nacional, mais rústico.
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Os vinhos |
Na parte sul do continente: Lisboa, Tejo, Terras do Sado, Alentejo e Algarve, sobressaíram na generalidade, houve excepções, vinhos mais quentes, com fruta e madeira mais pujentes, quiçá menos personalizados, eventualmente mais novomundistas, talvez mais urbanos. Registe-se, o facto, que neste grupo o Dona Maria, de Júlio Bastos, foi, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor.
E que venha, agora, o próximo TWA - Inspira Portugal.
E que venha, agora, o próximo TWA - Inspira Portugal.
Anexos:
Programa
A lista de vinhos
Comentários
Acredito que tenha sido um dia bastante positivo.
Enriquecer, creio, para todos os presentes. Uma amostra ainda do que poderá vir a ser no futuro!
Só com pessoas assim se consegue passar a barreira do inicio, a tenção de formação da bolha (é uma coisa dos espumantes...lol)
Muito obrigado por me acompanharem neste arranque.
O vosso apoio tem sido fundamental no arranque deste projecto.
Muito Obrigado!