A Lei do Barro ...

Entendo que temos que inovar, procurar novos caminhos, vasculhar outras opções. Entendo e respeito. Posso depois, e como consumidor, discordar, gostar ou não, comprar ou não. Mas às vezes, permitam-me, fico meio perplexo com algumas das novas tendências. Ou com o exagero a que elas chegam. Foram os vinhos provenientes de vinhas velhas ou centenárias, quando durante muito tempo nos disseram que grande parte delas tinham sido arrancadas. Depois vieram os vinhos naturais ou biológicos ou biodinâmicos que aprecio e dos quais tento ser um seguidor mais atento. Sempre que é possível, é claro. 

Foto retirada do Suplemento FUGAS
Agora a nova moda, parece-me, é a utilização do barro na concepção de vinho, seja ele branco ou tinto. Num ápice temos, quase em todo o lado, vinho a ser fermentado ou estagiado em talhas, potes ou cântaros de barro. Ou ânforas, se formos mais elitistas. 
Se entendia e compreendia que foi, noutros tempos, prática comum na região sul do país, já não consigo perceber a razão e o objectivo de estarem a surgir vinhos de outras regiões mais a norte, fermentados e estagiados no barro. Será que já há vinho do Dão da Talha? Preciso, portanto, que me ajudem a descortinar as razões, os motivos e o interesse. E um dia, por este caminho, ainda veremos aparas de barro.

Comentários

Mário Louro disse…
no Douro ja existe como Douro , (DOC)
Pingus Vinicus disse…
Existe no Dão, na Bairrada, nos Verdes, no Tejo ...