Dos Açores ...

Não bebi muitos vinhos dos Açores. O que sei, ou acho que sei, é obtido pelo que vou vendo por aí. Redes sociais, revistas, comentários e opiniões de gente comum. Tenho acima de tudo curiosidade pelos brancos e nenhuma pelos tintos.


Arrisquei, no outro dia, na aquisição de três vinhos brancos da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico. Um Arinto de 2017, um Verdelho e um Terrantez, ambos de 2018. Apesar de caros, custaram-me entre os vinte e dois euros e os trinta e três euros, apostei neles. Nos tempos que correm, custa comprar vinho que se seja vendido acima de vinte euros, sem o conhecermos, sem o provarmos previamente.


Comecei pelo Arinto. Que belo vinho. Num estilo que gosto. Contido nos aromas. Sénior e férreo. Por vezes, duro. Aliás, precisou de tempo para se expandir. Seco e produtor de saliva. A proporcionar prazer, muito, desde o primeiro gole até ao último.
Sem querer cair em lugares comuns, foi coerente com o que estava à espera de um vinho dos Açores. Vá, também tinha o rótulo à frente. Mas resumindo, concluindo e rematando, é um vinho branco que me soube extraordinariamente bem. 

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