Batuta

A poucas horas de encerrar o playground e regressar ao dia-a-dia de sempre, aos assuntos e temas que alimentam a minha boca e a dos meus, e curtindo os derradeiros momentos de brincadeira, nada mais do que registar (aqui) que costumava perder algum tempo com as orquestras filarmónicas comandadas por Leornad Bernstein e Herbert von Karajan, quando surgiam no ecrã. Não comparem com os eternos e massudos concertos de ano novo, de que nunca consegui ser fã. 


Devo dizer, antes de mais, que ouvia e via, porque apreciava a postura dos dois ao dirigirem dezenas de homens e mulheres. As suas presenças eram marcantes e as batutas, nas suas mãos, marcavam o compasso, dizendo quem mandava ali.  Eram expansivos e exuberantes. Mais o segundo que o primeiro.


Se fizermos a transposição para the real life, e por muito esforço que se imprima, ter uma batuta nas mãos não está destinado a todos. Mandar, organizar, destinar, projectar, são tarefas para poucos e não para muitos. Pode-se querer ou até ambicionar, mas não se consegue. Apraz dizer que vale mais ser um bom tocador de ferrinhos do que outra coisa qualquer.

Comentários

Flavio Henrique disse…
Caro Pingus,
Tive o prazer de apreciar um da mesma safra na casa de um amigo tempos atrás. Fiquei impressionado com a sua riqueza e frescor! Mas como você disse, ter uma batuta nas mãos é para poucos. Ainda mais aqui no Brasil, onde chega por quse 150 Euros!
Abraços,
Flavio
Anónimo disse…
E o vinho era bom?
Pingus Vinicus disse…
Era sim. Muito bom. O final do texto, é um trocadilho com alguns factos da vida que é muito simples: nem todos sabem tomar conta da Batuta.